sábado, 25 de maio de 2013

PESSOA COM DEFICIÊNCIA PODERÁ RENOVAR CARTEIRA DE MOTORISTA GRATUITAMENTE


 
O Projeto de Lei 4985/13, em análise na Câmara, estabelece a gratuidade na obtenção e na renovação da carteira de motorista pela pessoa com deficiência física. Segundo a proposta, do deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), a emissão do documento será paga com recursos arrecadados na cobrança das multas de trânsito.
O projeto inclui a medida no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). Hoje a lei determina que a receita arrecadada com multas seja aplicada, prioritariamente, em sinalização, engenharia de tráfego e de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.
Segundo Carlos Brandão, a medida beneficiará a autonomia da pessoa com deficiência e atenderá ao preceito constitucional de igualdade para todos os brasileiros. As pessoas beneficiadas pela proposta, diz o parlamentar, acabam oneradas com a cobrança adicional de taxas referentes ao veículo adaptado oferecido pelas autoescolas e também nos exames de trânsito.
“Impõe-se tratar de forma diferenciada os indivíduos com limitações, para compensar restrições. Em sua trajetória de formação e inserção no mercado de trabalho, as pessoas com deficiência física devem superar as dificuldades próprias à sua condição, o que afeta as oportunidades de inclusão social”, afirma.
Fonte: Blog AUTOTRANSITO

sábado, 13 de abril de 2013

MESMO APÓS ACIDENTE COM ÔNIBUS NA AV. BRASIL, IMPRUDÊNCIA IMPERA



RIO — A tragédia com o ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) — que despencou de um viaduto sobre a Avenida Brasil na última terça-feira, matando sete pessoas e ferindo 11 — parece não ter servido de exemplo para os motoristas de coletivos do Rio. Um dia após o acidente, a imprudência ainda imperava nas ruas. Na quarta-feira, repórteres do GLOBO embarcaram num veículo da linha 836 (Caboclos-Campo Grande), que, na Ouvidoria da Secretaria municipal de Transportes, encabeça o ranking de queixas sobre conduta de motoristas. E não à toa. Num trajeto de apenas quatro quilômetros, o condutor, que acumulava a função de trocador, cometeu pelo menos cinco infrações: falou ao celular, desembarcou e embarcou passageiros fora do ponto, avançou um sinal, largou por longo tempo as mãos do volante para contar dinheiro e, como se não bastasse, fumou dentro do coletivo. Isso tudo diante das câmeras de segurança instaladas no coletivo.
 
Num levantamento da secretaria, a linha figura em terceiro lugar na lista das dez piores na categoria nível de serviço. Em 2012, foram registradas 28.294 reclamações de usuários de ônibus na Ouvidoria do órgão. Este ano, desde janeiro, já são 7.455.
No caso da 836, a bagunça já começa no ponto final, ao lado do terminal de ônibus de Campo Grande. Além da demora, não há um ponto fixo para embarque.
— Deveria ser aqui, mas às vezes o embarque é lá na frente, e a gente tem que sair correndo — contou a diarista Maria Ferreira.
Após 45 minutos de espera, o ônibus finalmente chegou ao ponto, com o motorista fumando ao volante. Não bastasse o cheiro forte de cigarro, foi difícil encontrar um local para sentar, porque muitos bancos estavam molhados. O motorista seguiu viagem — ou pelo menos tentou. O trânsito na quarta-feira chuvosa não ajudava e, no meio do congestionamento, ele tirou o celular do bolso para avisar a alguém que não poderia ir a um compromisso. A essa altura, o ônibus estava no meio da rua. No entanto, mesmo assim, ele abriu a porta para o embarque de uma passageira.
Mais à frente, o motorista de um outro micro-ônibus pede para trocar uma nota de R$ 20. Os dois coletivos ficam lado a lado e bloqueiam o trânsito já caótico. Após a troca, o condutor da 836 larga o volante para contar e arrumar o dinheiro. Entre uma nota e outra, ele corrigia o volante, que insistia em virar para o lado esquerdo.
A série de infrações continuou: o motorista abriu a porta, no meio da rua, dessa vez para o desembarque de duas mulheres. Nesse momento, o ônibus já estava na Estrada do Monteiro, onde avançou um sinal.
Não parar no ponto: principal reclamação
Motoristas de ônibus fazendo bandalha são uma cena comum no trânsito do Rio. Ainda na semana passada, na Ilha do Governador, um condutor da linha 910 (Madureira-Bananal) chegou a invadir a calçada para ultrapassar duas vans. O coletivo é da Paranapuan, a mesma viação da linha 328, do acidente de terça-feira. Após a tragédia, aliás, a Secretaria municipal de Transportes intensificou a fiscalização sobre os veículos da empresa. Resultado: de quarta a sexta-feira, dez coletivos da Paranapuan foram lacrados e rebocados, todos com pelo menos uma irregularidade em comum: a última vistoria do Detran datava de 2011 (problema que o 328 também tinha).
Há ainda quem cometa irregularidades para melhorar seu conforto. Há sete dias, no terminal da Praça Quinze, um motorista circulava com um pedaço de papelão encaixado no vidro lateral, fazendo a vez dos antigos quebra-ventos e prejudicando a sua própria visão. De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, o “jeitinho” a que o condutor recorreu para melhorar a entrada de ar e se refrescar configura descaracterização do veículo e é punível com multa de R$ 555.
O levantamento feito pela secretaria reúne queixas de usuários feitas em três meses: novembro, dezembro e janeiro passados. Entre as reclamações sobre a conduta dos motoristas, as mais frequentes são não parar no ponto, comprometer a segurança de terceiros e arrancar ou frear bruscamente. A Zona Sul, onde circulam 121 linhas, é a região que mais reclama sobre o comportamento dos condutores (62,81%). No quesito nível do serviço, a região respondeu por 45,45% das queixas; e, quanto à conservação da frota, por 29,75%.
Na categoria prestação de serviço, a linha 611 (Del Castilho-Curicica) foi a que mais suscitou reclamações. Na fila do ponto final da linha, no Shopping Nova América, dez entre dez passageiros se queixaram de falta de pontualidade.
— O ônibus demora e, quando chega, leva mais de 30 minutos para sair — reclamou a estudante Mônica Vergueiro, de 35 anos.
Entre as dez linhas que mais foram motivo de reclamações no item conservação, a 524 (Botafogo-Barra) encabeça a lista. Mau estado dos bancos e falta de limpeza interna e externa são os problemas mais comuns, de acordo com passageiros. A linha ganhou novos carros, mas os problemas são os mesmos dos antigos, segundo os usuários.
— Os ônibus já estão pichados e, no verão, as baratas aparecem. Sem falar na lotação e no calor — reclamou um passageiro na sexta-feira.
A impressão é que, saindo da Zona Sul, a preocupação das empresas com limpeza e manutenção dos ônibus é ainda menor. O estado precário da frota da linha 875 (Campo Grande-Cascadura), da empresa Padre Miguel (antiga Feital), por exemplo, levou a prefeitura a apreender nove veículos. Semana passada, dois coletivos que deixaram o terminal de Bangu estavam sujos e tinham peças quebradas, como para-choques e lanternas.
— A sujeira incomoda, mas o pior são os motoristas. Eles correm tanto, que a empresa é conhecida como Fatal, por causa da grande quantidade de acidentes com seus ônibus — comentou Rosemeri Mendes, de 46 anos.
Secretário: câmeras para coibir infrações
Na garagem da empresa, na Avenida Santa Cruz, em Padre Miguel, não havia um responsável para falar sobre o estado precário da frota. No entanto, foi possível flagrar um motorista deixando a garagem fumando ao volante. Um desrespeito a uma lei estadual de 1996, reforçada pela Lei Antifumo, que proíbe fumar em locais fechados.
O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, disse que as empresas começarão a usar as imagens das câmeras instaladas dentro dos veículos para coibir as infrações praticadas por motoristas:
— São 18 mil rodoviários operando no Rio. Há bons profissionais, mas há também um número importante de profissionais que não trabalham adequadamente. É um desafio para nós e para as empresas — comentou.
Em nota, a Fetranspor informou que “as empresas (...) estão fazendo esforços para renovar a frota e também têm feito investimentos em treinamento”. A empresa Jabour, que explora a linha 836, afirmou em nota que “faz investimentos consideráveis na seleção e no treinamento de seus profissionais e, como medida de prevenção, mantém inspetores e fiscais em diversos pontos dos itinerários de suas linhas”. Já a Translitorânea, da linha 524, afirmou que “a empresa mantém esquema regular de manutenção preventiva e corretiva” e lembra que sua frota “é uma das mais novas da cidade”. A empresa da 611, a Litoral Rio, do consórcio Transcarioca, não se manifestou.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Uma "SANTA MARIA" a cada dois dias nas estradas do Brasil

O Brasil amanheceu neste domingo estarrecido com uma das maiores tragédias conhecidas no nosso pais, são mais de 230 (duzentos e trinta) mortos, a maioria por asfixia, no segundo maior acontecimento deste porte por incêndio que se tem conhecimento, a maioria esmagadora dos mortos são jovens universitários com um futuro brilhante a trilhar e que tiveram suas vidas interrompidas pela incompetência reinante do poder público ou pela irresponsável ganância das empresas  privadas.

As autoridades brasileiras agiram rapidamente presidente, governadores e prefeitos colocaram toda a estrutura oficial a serviço das vítimas e de seus familiares buscando minimizar, se é que é possível, a dor e o sofrimento natural gerados por esta tragédia, na minha opinião anunciada.

Também socorreu o simples cidadão brasileiro, e empresas privadas com o seu voluntariado, mensagens de apoio, e doações necessárias ao momento.

Esperamos que estas mortes não sejam em vão, as primeiras ações já demonstram uma necessária revisão dos alvarás concedidos e o endurecido das regras para liberação destes espaços de grande concentração de pessoas, além da punição exemplar de todos os envolvidos em partes proporcionais a responsabilidade de cada um, boate, banda e poder público.

Toda esta movimentação pela justiça e pela paz, nos traz a lembrança e a reflexão o número de cidadãos, principalmente jovens, que perdem a vida diariamente nas estradas deste país, são 46 mil mortos por ano, o que nos coloca em quarto lugar no mundo nesse ranking terrível. 

Se dividimos este número pelos 365 dias do ano, teremos 126 vidas ceifadas por dia, ou seja uma tragédia de "Santa Maria" a cada dois dias acontecendo nas estradas do nosso Brasil, e qual tem sido a nossa reação? 

O que o poder público tem feito de concreto para implantar a Educação de Trânsito no ensino fundamental? Qual o destino dado aos milhões arrecadados com multas de trânsito que deveriam ser totalmente destinados a programas de Educação de Trânsito ?

Acidentes de trânsito, foram considerados pelo ministro da saúde Alexandre Padilha uma "Epidemia", o governo gastou R$ 200 milhões com acidentes de trânsito em 2011, dados do Ministério da Saúde apontam que no ano passado mais de 150 mil vítimas de acidentes foram internadas em hospitais do SUS.

O governo precisa passar do discurso a prática. Considerando que a epidemia de acidentes de trânsito no Brasil esta instalada vamos mobilizar mais uma vez, a exemplo da tragédia de Santa Maria, a presidente, governadores e prefeitos para colocar toda a estrutura oficial a serviço da redução dos índices alarmantes de acidentes de trânsito como premissa básica para um trânsito mais humano e com baixo risco de vidas aos nossos cidadãos para que possam exercer livremente o seu sagrado direito de ir e vir, hoje somos reféns de um trânsito desumano.

A Educação para o trânsito deve ser tratada como prioridade no ensino fundamental e o aprendizado do candidato a habilitação focado especialmente na direção defensiva, para salvaguarda da vida.

Existem muitos recursos específicos para o Estado desenvolver programas de educação para o trânsito, mas lamentavelmente todos os anos esses recursos são contingenciados pelo governo, que não prioriza as ações de prevenção através da educação e fiscalização efetiva do trânsito.

Até quando continuaremos a testemunhar uma tragédia de "Santa Maria" a cada dois dias nas estradas do Brasil.


(*) Artigo: Joáo Eduardo Moraes de Melo - R C João Pessoa Bancários

terça-feira, 24 de abril de 2012

Rotary Club de Taguatinga Oeste promove projeto Faróis Acesos



Projeto Faróis Acesos visa implementar o hábito de se utilizar os faróis baixos acesos quando da condução de veículos motorizados, independentemente da ocasião, ou seja, de dia e de noite, em vias urbanas ou estradas, independentemente das condições climáticas ou da velocidade de deslocamento.

O motivo de tal campanha é que os faróis permitem facilitar e antecipar a visualização dos veículos que vêm em direção a outros veículos e, sobretudo em direção a pedestres ou veículos não motorizados.

Isso é possível em função da capacidade da visão periférica em registrar mais fácil e rapidamente um facho de luz do que os outros objetos que estão no campo de visão das pessoas, permitindo que elas se protejam com a devida antecedência.

Eventualmente pedestres atravessam vias públicas sem, contudo, perceber a presença dos veículos que se aproximam, cujas imagens se camuflam na paisagem, dando causa a atropelamentos ou à perda do controle da direção por parte dos motoristas para desviar dos pedestres. Se estes veículos estivessem com os faróis (e não somente os faroletes) acesos tais acidentes poderiam ser evitados.

Por isso, o uso dos faróis baixos acesos já é normatizado em diversos países, tais como Argentina, Chile e Paraguai. O desejo é que isso um dia vire hábito e norma também no Brasil, por ser um método para salvar vidas com custo desprezível.

Nesse sentido, a definição brasileira de que o farol é um “facho de luz do veículo destinada a iluminar a via diante do veículo” pode ser aperfeiçoado, incluindo como primeira função a indicação de presença (posição) de veículo, por se tratar de uma máquina pesada em movimento, tanto dentre outras quanto em conflito com o trânsito de pedestres e outros veículos não motorizados.

O próprio desejo de não se virem envolvidas em acidentes, com a consciência de faróis acesos alertam as pessoas, é motivo suficiente para que as pessoas se sintam motivadas a utilizarem os faróis acesos.


Um rotariano abraço,

Flavio Dias

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Faça uma viagem FELIZ: VÁ E VOLTE EM PAZ !

Salve, Companheiros e Companheiras,

Os Rotarianos no Trânsito são pessoas que se preocupam em conscientizar a todos, principalmente aos rotarianos, sobre os perigos, sobre as armadilhas, aliados à IMPUNIDADE, esta malfadada mãe de todos os males, acerca dos infortúnios que nos espreitam a cada curva, a cada ultrapassagem, a cada desrespeito às regras do Trânsito.

Mais um feriadão se aproxima. Mais uma vez as estatísticas sobre mortos e feridos em desastres envolvendo veículos aparecerão diante de nossos olhos, pela Tv e internet, ou entrarão por nossos ouvidos, via rádio.

Alguns de nós, infelizmente, sofreremos, na carne e na alma, dor dilacerante, gerada por estes acidentes, os quais, na maioria, poderiam ser evitados, se observássemos às mais rudimentares regras de direção.

Este é o nosso apelo: se beber, NÃO DIRIJA! Quando fizer ultrapassagens, faça-as COM CAUTELA: na dúvida, NÃO ULTRAPASSE! Respeite, SEMPRE, AS REGRAS DE TRÂNSITO!

E faça uma viagem FELIZ: VÁ E VOLTE EM PAZ!

São os votos dos

ROTARIANOS NO TRÂNSITO.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tv Bandeirantes exibe série de reportagens sobre o Trânsito Brasileiro

Volto à vossa presença, meus Caros Companheiros, para falar uma vez mais sobre o Trânsito. Trânsito que continua indomável, impune e assassino cruel.

A Tv Bandeirantes vai exibir na semana de 26 a 31 do corrente mês uma série de reportagens sobre o Trânsito, em seu Jornal da Band, às 19h20m.

Na chamada desta série o locutor fala, em off, que morrem mais de quarenta mil pessoas por ano no Brasil, de acidentes de trânsito. E completa: isto significa que uma pessoa morre a cada quinze minutos e mais de quarenta por cento em consequência do uso de bebidas alcoólicas.

Peço-lhes, que divulguem os acontecimentos  desta série, por todos os meios. Devemos divulgar, falar, repetir, até à exaustão, sobre esta guerra urbana que é perdida, diariamente, em nosso país.

Agradeço a todos, antecipadamente, pelo que vocês fizerem. Não só eu, mas os manuéis, as franciscas, as marias, os pedros, osantônios, que NÃO vierem a sofrer acidentes de trânsito, porque pelo menos UM motorista,  se conscientizou com textos deste gênero, e resolveu dirigir com mais consciência.


Adilio Valadão.
ROTARIANOS NO TRÂNSITO

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Helicóptero vai multar motoristas nas estradas

A partir do dia 17, agentes com binóculos vão sobrevoar as rodovias federais do Rio para anotar as placas de quem cometer infrações como dirigir no acostamento


POR Angélica Fernandes

Rio - A bordo de um helicóptero, policiais sobrevoarão as rodovias federais que cortam o Rio de Janeiro para flagrar infrações no trânsito. Com auxílio de um binóculo, que aproxima o veículo em até 800 metros, motoristas que cometerem irregularidades, como dirigir pelo acostamento, serão multados pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) diretamente da aeronave. A novidade promete coibir bandalhas já no feriadão do Carnaval.


Com um rádio, agente, do helicóptero vai avisar a equipe de moto para abordar motorista infrator | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia


Os dias de folia serão a prova de fogo do monitoramento. A partir do dia 17, além do reforço da fiscalização por terra, o helicóptero sobrevoará principalmente a Rodovia Niterói-Manilha, que no Carnaval anterior recebeu aproximadamente 130 mil veículos diariamente. “Os policiais terão visão privilegiada do helicóptero. O binóculo vai ajudar na identificação das placas. Se for necessário, eles vão acionar agentes em uma motocicleta para chegar ao local. Queremos controlar tudo, inclusive motoristas em acostamento”, conta o inspetor Marcos Prado, chefe do policiamento daPRF. A infração rende multa de R$ 537.
Outras novidades estão por vir. A Polícia Rodoviária do Rio estuda a aquisição de supercâmeras móveis para fiscalização em rodovias. O equipamento moderno promete ser mais uma ferramenta para coibir infrações.

Foto: Arte O Dia

Para a Copa de 2014, mais uma novidade e mais câmeras. Segundo Prado, central de monitoramento estadual, municipal e federal será montada para receber dados de todas as estradas: “Vamos controlar o fluxo de veículos em todo estado durante a Copa. Se tiver irregularidades e se o automóvel foi roubado, vamos saber em tempo real”.


Novos radares
Novos equipamentos de controle de velocidade são previstos para a Região dos Lagos. O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) estuda um pacote de fiscalização rigorosa para Rio das Ostras e Cabo Frio. “O controle será principalmente para os cruzamentos e travessias nas vias estaduais”, explica o engenheiro de trânsito Lineu Castilho.
O contador semafórico — equipamento que cronometra o tempo que falta para o sinal ficar verde para os carros, orientando os motoristas — também será implantado na Região dos Lagos e em Macaé. “O veículo será multado se passar no sinal vermelho ou no verde em alta velocidade”, orienta o engenheiro.


Supercâmera 360º
Em funcionamento há quase cinco meses no Rio Grande do Sul, as câmeras dinâmicas, que monitoram estradas metropolitanas, estão em estudo para chegar também ao Rio de Janeiro. “O funcionamento dessa câmera no Rio será para caçar infrações”, declara o inspetor da PRF, Marcos Prado.
O moderno equipamento permite visualização em ângulo de 360° com aproximação de até mil metros. As imagens ficam armazenadas durante 30 dias.
Uma central de monitoramento recebe imagens das vias durante 24 horas e os policias de prontidão notificam e multam à medida que verificam irregularidades.
No Sul, os primeiros quatro meses do sistema contribuíram para aplicação de 20 multas diárias em um trecho de 36 quilômetros com 24 câmeras. O custo da implantação dos equipamentos e sistema no estado gaúcho foi de R$ 2 milhões.
De acordo com o inspetor Marcos Prado, as câmeras possibilitarão um trabalho mais eficiente no Rio também: “O motorista não teria do que reclamar pois ficaria tudo registrado”.


Equipe dobra para coibir álcool e direção
A operação deste Carnaval será intensificada com a ação simultânea dos órgãos de trânsito. O objetivo é fechar o cerco ao motorista que, ao saber de uma blitz, desvia para outra estrada. Equipes federais, estaduais e dos municípios vão agir na mesma hora em vias próximas.
“O condutor que tentar fugir de um bloqueio em uma rodovia federal será pego em uma estrada estadual ou municipal”, explica o inspetor da PRF Marcos Prado.
O efetivo nas estradas estaduais será de 460 policiais rodoviários com 10 carros. A equipe para blitzes de Lei Seca vai mais que dobrar: passará de 30 para 65 agentes. Nas rodovias federais na sexta e no sábado de Momo será proibida a circulação de carretas das 6h às 20h.



Velocidade: limite menor
A preocupação com a segurança nas estradas vai gerar mudanças no Código de Trânsito. Conforme O DIA noticiou nesta quinta-feira, o limite de velocidade nas rodovias estaduais e federais deve ser reduzido em 10%.
Comissão especial, criada pela Câmara dos Deputados, vai redigir o texto que será levado para votação no Congresso Nacional. As alterações foram negociadas com o Ministério da Justiça.
Hoje, o limite de velocidade chega a 120 km/h nas estradas de pistas duplas. A instalação de novos radares será condicionada à estatística que aponte alto índice de acidentes no local. A previsão é que as mudanças sejam votadas até o fim do ano.